sábado, 4 de fevereiro de 2017

Da série de textos antigos

2016.

Olá, quanto tempo que você não aparece. 
Sentiu falta de mim?
Outro corpo qualquer que a mente é porta fechada. 
(nem tanto assim, você sabe)
A chave se encontra no mesmo lugar,
procure nas costelas ou
perto dos redemoinhos do estômago. 
Mesmo temendo você,
não a escondi em outro lugar 
mesmo sabendo que
...
mesmo sabendo que 
você iria voltar. 
Afinal, aqui a entrada é fácil. 
Esteve ocupada por aí? 
Aposto que voltou porque sabe que
aqui é seguro,
sabe que eu nunca quis me afastar
ou sequer pensei em te apagar. 
Você sabe que eu me calo
e não me escondo. 
Sabe todos os caminhos de cor. 
(realmente não pretende se perder de novo?)
Você sabe demais
e eu odeio isso. 
Odeio com tem o mapa do estrago 
e como foi fácil consegui-lo. 
Odeio lembrar de como sempre fui
uma marionete de fácil manuseio
(realmente veio para ficar?)
Vi que suas malas estão vazias
Quer uma ajuda?
Aproveite e leve tudo 
Todas as receitas, palavras mal ditas,
números que temo. 
Só peço que não corte as flores 
pois é neste jardim 
que nascem meus amores 

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