Lua Pálida sempre foi muito curiosa a respeito de tudo. Além de que nunca acreditava que sentia algo. Se sentisse, seria puramente químico. Dopamina. Cafeína. Nicotina. Tudo que termina com “ina” mais o vinho seco. Ação e reação. Composto orgânico.
Mas chega à noite e seu sorriso se encanta com o poste de luz da rua que pisca sem parar. Como um relógio. Como Cronos batendo a sua porta, incessantemente, louco para te devorar.
Nesse momento certeiro, se atreva a subir as escadas. Depare-se com Lua Pálida no andar de cima e se assuste com a tranquilidade dos seus olhos e seu sorriso de prazer sombrio. O olhar oco. A navalha no chão.
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