domingo, 8 de maio de 2016

Mentiras

Eu ouvi mentiras
Eu vi mentiras
Eu sou mentiras
Você e tuas mentiras
Eu e mentiras
menti

Da série: Uma noite de textos 29 de Janeiro de 2016

Você é a vela
que me leva
pra fora de um mar
cheio de más crenças
atoladas em
rimas
e de quartos com cigarro
e cheio de cinzas.
Cinzas das perdidas
de tempos esquecidos
com tristezas bandidas
que só atraem aflitos.
Mas você é você,
a que me tira da maresia
e me mostra um bom prazer
nessas noites mal dormidas,
que se vai no amanhecer
mas volta pra dizer
''não vou
te esquecer''

sábado, 2 de abril de 2016

vícios

nós somos crianças 
e estamos viciados 
em cigarro 
e tabaco 
vamos pra festas
e voltamos um
caco
cobertos de fumaça 
e marcas
a gente se mata
tudo que é ruim
vira o bom
e tudo que bebemos 
é um 
fracasso 
cobertas de expetativas
já jogadas no buraco
mas quem disse que
ligamos
imunidade baixa
sonhos que já nem passam
na catraca 
destruição em
massa
e isso tudo pra
nada
tantas bitucas
tragadas
e tudo
machuca 
destruição 
em massa
palavras destroçadas 
e sorrisos curtos
que escondem a
desgraça
e guardam 
o passado 
totalmente tragado
a pele sente
esferverscente 
a chama
do nosso isqueiro
e as noites
do desejo
somos crianças 
um bando de cansados
sem rumo 
esgotados
que não esquecem
da fumaça
do seu cigarro
e dores 
dos momentos mal acabados 
somos crianças 
e precisamos



viver. 





quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Eu tento não odiar.

São tantas coisas ''grandiosas''
mas que são tão pouco pra mim.
Tantas que pouco considero.
Coisas tantas, tantas coisas.
E eu odeio esquecer,
me despedir.
Querer e
não conseguir.
Pra chuva chorar,
e esquecer de me amar,
O terror de se isolar,
e acabar por não tentar.
Ver suas lágrimas a cair,
e eu
a sumir.
Não ter seus lábios,
já uma vez tão cobiçados.
E eu odeio querer te ver,
mas não poder.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Sem ponto final ainda.

Eu gosto da fumaça que sai da sua boca.
Quando termina os cigarros
e depois de olhar pro lado,
joga um sorriso safado.
E eu voltei, voltei pra você,
voltei a escrever.
E mesmo que eu não queira
lá no fundo,
é outra pra você.
Eu tava cansada.
Era um tal de:
chega
de
me
ser.
Mas um pouco de me ser
tem você.
E eu não quero esquecer.
Mas também não quero te ter.
Quero andanças de bom caminho,
e caminhos de dança.
Danças que você fazia,
das músicas que me pertencia.
Eu ainda lembro de como você me tinha...
E agora sei,
nada foi em vão
e sou contra histórias perdidas
e sem razão.
Mas sou um lobo agora,
o que sente falta de uma Lua,
que anda coberto de falhas
e não esquece das nossas emboscadas e
suas marras.
E eu quero sair nessa noite,
seguir e seguir.
Nunca mais deixar de sorrir.
Só ir, só ir!
Quero conhecer outras pessoas,
ouvir novas histórias.
Desapegar de sorrisos,
aqueles frios
e mal vistos.
Quero novos começos
e mais um promessa,
não quero que a perca.
Que dos meus livros já lidos
aos meu beijos divididos,
nada vire vício
ou
malefício.
Quero que floresça
e que você
não me esqueça.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

apagado

o
cigarro
fumado
tragado 
acabado
que nem você 
fez comigo
naquela noite
naquele frio
me acendeu 
me usou
esqueceu
me deixou
jogada pro lado
fiquei

estou.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Codinome passado

Como lidar com essa saudade de você?
Já que era com você que eu ficava
e contigo esquecia de tudo

Nada importava, só o eu e você, 
nós

Eu sempre acordava antes e amava te observar
e tudo sobre controle 
parecia estar

Tudo preso ao passado 
esquecido
jogado pro lado

E na cama ou fora dela 
toda sua
eu era

Mas agora, nossa (minha) cama
livro de histórias perdidas
e noites já despidas 
já fora quase esquecida

E mesmo depois disso tudo
seu cheiro
eu não
esqueço